Começo esta pequena confissão sem saber o que dizer, ou antes, com a ideia de que não irá sair nada que se aproveite...Valha-me a persistência e a pitada de auto-convencimento!
Chego à conclusão de que a vida é uma fatia de improviso. Por esse motivo, estamos constantemente a ser postos à prova: noves fora nada. Vou tomar ( não propriamente ao calhas! ) o exemplo de ser mãe.
Fui presenteada com dois varões, existindo diferença de quase seis anos entre os partos e, devo ter assumido que seria tudo mais ou menos conforme devia ser. Explico: tentaria passar aos meus descendentes aquilo que aprendi com a experiência e, quase nunca, repetir o que considerava mau exemplo na educação dada por meus pais. O "quase" existe porque tenho como norma não ser radical, em linguagem popular "não cuspir para o ar"!
A esperança média de vida nas mulheres em Portugal ronda os 80 anos, mas se fosse o dobro teria mais hipóteses para mudar de opinião outras tantas vezes. Perto dos 50, a vida já me trocou muitas certezas.
Indo directa ao assunto, tenho de admitir que tenho saudades de ser a mãe que manda e é obedecida, mesmo que usando alguma força e sujeitando-me à possível troca :( "-Quando fores ao supemecado bou contigo e bou compar uma mãe nova :(.
Tenho vontade de voltar atrás e tirar partido uma vez mais ou, vezes sem conta, do que foi desperdiçado ou pensado como menos importante.
A colheita do que semeei são dois excelentes filhos, modéstia incluída, duas personalidades opostas. Habitualmente dizia que tinha um Becas e um Egas, embora também nos sentimentos, nunca soubesse qual era qual. E eis a primeira máxima deste episódio: Educação Igual não significa o mesmo Resultado, embora também exista uma mínima : os meus dois filhos têm o mesmo interior, se é que me faço entender. Se não faço, paciência. Este blog destina-se a quem me percebe, peço desculpa...
A "Rua Sésamo" serviu até à adolescência. Ultrapassada essa fase etária, digo que tenho um Che (Guevara e não Gabara) e outro que não o é, mas é tanto o mesmo para mim. Já disse, e repito, que este capítulo é para quem entende o Amor, está bem?
Todos temos um herói, ou um anti. Nem sempre soube é que alguns de nós somos obrigados a ter um, sem o escolher. O meu, o de livre vontade, seria um dos da ficção, tipo o Super Homem ou Aranha, embora não tenha nada contra El Che, o argentino-cubano. Não entendem? Pesquisem, porque eu assim o fiz!
Ao navegar na sua biografia descobri a coincidente asma, aventura, persistência de ideias quase (?) fixas, a revolução e acima de tudo, por tão actual, as duas viagens em La Poderosa, atrevo-me a dizer Inter Rails do passado e tão presente para mim.
Ao cresceres dentro de mim, ao puxares, em direcção contrária, logo de início, pelo cordão umbilical, quiçá por saberes o mundo que não desejas, ao transformares grande parte do que te imprimi num livro mais completo e mostrares que os contrários se justificam, só te posso pedir que me incluas na tua aventura que não quero aceitar, mas sei que tem de ser, por não haver outra forma!
Num dos episódios anteriores ( ver caixa ) disse ter sido informada de que não devia começar o blog a pedir desculpa, mas não sei se terá importância acabar com o mesmo pedido. Vou arriscar e fazê-lo, por esta carta indirecta e ter sido tão cruelmente directa com quem, supostamente, já não me estará a ler, por desistência num dos parágrafos atrás...
Aos que ficaram, o meu muito obrigada e, para ti, o meu beijo especial e único;
Gu ( mãe )
P.S.: "NÃO QUERO NUNCA RENUNCIAR À LIBERDADE DELICIOSA DE ME ENGANAR" - Ernesto Che Guevara
domingo, 22 de agosto de 2010
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Brincar ao amor
Nunca será demais o elogio aos bons sentimentos, onde o amor é rei sol.
O casamento do meu filho foi a sua personificação. Não direi nas quase 150 pessoas que assistiram, mas em muitas de alma aberta para brincar ao amor. E eu fartei-me de brincar!
Se fosse um filme o dia 01 de Agosto de 2010 seria"Um Longo Domingo de Noivado".
Se fosse uma canção seria "Purple Rain".
Se fosse um livro era com certeza "O Principezinho" de toda a biblioteca.
Dizem que a perfeição é irreal, mas tenho como seguro que senti-la é possível. Fui testemunha desse facto, à margem de alguns pequenos contratempos que, incrivelmente, a tornaram possível.
Os que já assistiram a este tipo de bodas, sabem que são rotineiras, vezes sem conta a roçar o enfadonho.
Mãe do noivo não será para levar muito a sério, mas se até o habitual "Corta Sabores" ficou esquecido, quem sou eu para negar que houve magia no ar dos corações: os tais de alma aberta, que refiro nas primeiras linhas?
O casamento para mim será sempre a instituição mais vazia de significado e a menos credível de fidelizar qualquer boa intenção. O da igreja e o do registo idem aspas.
Vai daí, quem me segue nestas solitárias tertúlias, terá de acreditar que algo de especial se passou este domingo e que o amor levou a melhor !
Há quem tenha tendência de catalogar esse grande sentimento: há o amor de mãe, o de irmão, o da esposa, o do cão, do gato e mais alguns, mas dividir, neste caso, sabe-me a banalizar o maior dos maiores.
E por aqui me fico ao acreditar neste bom presságio e pedir a todos que me lêem que gritem (baixinho) comigo:
VIVA O AMOR !!
Desta vossa apaixonada confidente;
Gu
O casamento do meu filho foi a sua personificação. Não direi nas quase 150 pessoas que assistiram, mas em muitas de alma aberta para brincar ao amor. E eu fartei-me de brincar!
Se fosse um filme o dia 01 de Agosto de 2010 seria"Um Longo Domingo de Noivado".
Se fosse uma canção seria "Purple Rain".
Se fosse um livro era com certeza "O Principezinho" de toda a biblioteca.
Dizem que a perfeição é irreal, mas tenho como seguro que senti-la é possível. Fui testemunha desse facto, à margem de alguns pequenos contratempos que, incrivelmente, a tornaram possível.
Os que já assistiram a este tipo de bodas, sabem que são rotineiras, vezes sem conta a roçar o enfadonho.
Mãe do noivo não será para levar muito a sério, mas se até o habitual "Corta Sabores" ficou esquecido, quem sou eu para negar que houve magia no ar dos corações: os tais de alma aberta, que refiro nas primeiras linhas?
O casamento para mim será sempre a instituição mais vazia de significado e a menos credível de fidelizar qualquer boa intenção. O da igreja e o do registo idem aspas.
Vai daí, quem me segue nestas solitárias tertúlias, terá de acreditar que algo de especial se passou este domingo e que o amor levou a melhor !
Há quem tenha tendência de catalogar esse grande sentimento: há o amor de mãe, o de irmão, o da esposa, o do cão, do gato e mais alguns, mas dividir, neste caso, sabe-me a banalizar o maior dos maiores.
E por aqui me fico ao acreditar neste bom presságio e pedir a todos que me lêem que gritem (baixinho) comigo:
VIVA O AMOR !!
Desta vossa apaixonada confidente;
Gu
sábado, 10 de julho de 2010
A medida da dor
Pois não sei como começar ao que venho, por ser tão profundo e daí custar arrancar.
Todos os que me são chegados sabem a paixão assolapada que tenho por cães. Costumo dizer que consigo ler os seus olhos.
Contudo, devo dizer que este sentimento tão forte se evidenciou nos últimos anos. Recordo-me que na infância e adolescência vivi rodeada de gatos e, quem me segue, sabe até que a minha mãe era a avó do miau...
Quero dizer que penso que este amor foi-se instalando devagarinho, depois de ter comigo os meus 2 últimos peludos: o Black e a Luna. Há quem diga que o mais velho ( o Black) nem ia muito comigo!
Mas o amor e a sua reciprocidade tem destas coisas: vai-se infiltrando sem se dar conta momentânea e cresce sempre, enquanto deixarmos. E eu deixei, rendi-me à ternura desigual e à fidelidade que não pede exclusivo.
Não seria justo nem se quedaria completo o meu perfil, se não fizesse este aparte ao tema que me proponho no título do meu Blog, mas quase desde o primeiro episódio que vos pus ao corrente da minha necessidade de expandir.
Já não é a primeira vez que me ponho à frente deste teclado com a ideia de falar neste tema, sem sucesso, por falta de garra que o mesmo me exige.
Mas ontem o encontro casual com a MAVAP no C.C. Dolce Vita despoletou esta urgência.
As fotos expostas mostram de tudo: salientam a crueldade humana, mas também mostram o amor infinito na pessoa de um sem abrigo e do abraço sentido ao seu estimado amigo. O mais curioso é que a foto que mais me impressionou não tem ferida física como tantas outras, tem apenas (??) uma parede onde se encosta um cão, por certo abandonado, sem se mostrar, mas que transmite, não perguntem como, uma tristeza, desilusão, abandono que dói e dói .
Não há medida possível para essa dor, como também não haverá para o amor que os meus protagonistas querem dar. E é tão fácil: basta querer para o ter.
Sou sócia da Vivanimal (animal-vivanimal.blogspot.com) e deparo quase todos os dias com as dificuldades, financeiras, logísticas e legais para levarem a sua tarefa avante. E aqui faz-se jus à mentalidade portuguesa que só recorre a estas associações quando precisa dos seus serviços . Temos obrigação de pensar no que de bom traria a opção contrária: o ajudar antes. No caso da Vivanimal pede-se a quem queira ser sócio o pagamento de 2 euros mensais, que quando sobra das tantas despesas diárias de manutenção para os que podem acolher, serve para esterilizar, porque é o passo mais importante para controlar o aumento da epidemia do abandono.
Temos de valorizar quem ajuda, no anonimato e, quem dá a cara, porque é obrigada. Era o caso da Teresa, presidente dessa associação, que morreu por amor. Não resistiu à inércia alheia e fugiu-nos.
Por sua vez, a MAVAP (visitem por favor www.mavap.com.pt) traz uma lufada de ar fresco ao panorama, porque quer salientar sobretudo o bom que se faz. Diz a Madalena que é obrigatório mostrar o mau, para se ver o outro lado da barricada: o sítio onde estão os que sabem receber o que os outros deitam fora e, que por ignorância, nem sabem o que perdem.
De fonte segura, vos digo, que sei que há sempre tempo para mudar e ir crescendo no conhecimento da nossa nova atitude. Eu não nasci, nem cresci assim e agora este é o sonho que falta realizar: ter um canto onde recolher todos os enjeitados e ser a B.B. de Portugal.
A esta minha alta e, talvez impossível pretensão, oponho o consolo de conhecer muitos mais a pensar da mesma forma e saber que o muito querer vencerá.
Assim, não poderei dizer que não sabia e, que não vos disse.
Obrigada Teresa.
Obrigada Madalena.
Bem hajam;
GU
Todos os que me são chegados sabem a paixão assolapada que tenho por cães. Costumo dizer que consigo ler os seus olhos.
Contudo, devo dizer que este sentimento tão forte se evidenciou nos últimos anos. Recordo-me que na infância e adolescência vivi rodeada de gatos e, quem me segue, sabe até que a minha mãe era a avó do miau...
Quero dizer que penso que este amor foi-se instalando devagarinho, depois de ter comigo os meus 2 últimos peludos: o Black e a Luna. Há quem diga que o mais velho ( o Black) nem ia muito comigo!
Mas o amor e a sua reciprocidade tem destas coisas: vai-se infiltrando sem se dar conta momentânea e cresce sempre, enquanto deixarmos. E eu deixei, rendi-me à ternura desigual e à fidelidade que não pede exclusivo.
Não seria justo nem se quedaria completo o meu perfil, se não fizesse este aparte ao tema que me proponho no título do meu Blog, mas quase desde o primeiro episódio que vos pus ao corrente da minha necessidade de expandir.
Já não é a primeira vez que me ponho à frente deste teclado com a ideia de falar neste tema, sem sucesso, por falta de garra que o mesmo me exige.
Mas ontem o encontro casual com a MAVAP no C.C. Dolce Vita despoletou esta urgência.
As fotos expostas mostram de tudo: salientam a crueldade humana, mas também mostram o amor infinito na pessoa de um sem abrigo e do abraço sentido ao seu estimado amigo. O mais curioso é que a foto que mais me impressionou não tem ferida física como tantas outras, tem apenas (??) uma parede onde se encosta um cão, por certo abandonado, sem se mostrar, mas que transmite, não perguntem como, uma tristeza, desilusão, abandono que dói e dói .
Não há medida possível para essa dor, como também não haverá para o amor que os meus protagonistas querem dar. E é tão fácil: basta querer para o ter.
Sou sócia da Vivanimal (animal-vivanimal.blogspot.com) e deparo quase todos os dias com as dificuldades, financeiras, logísticas e legais para levarem a sua tarefa avante. E aqui faz-se jus à mentalidade portuguesa que só recorre a estas associações quando precisa dos seus serviços . Temos obrigação de pensar no que de bom traria a opção contrária: o ajudar antes. No caso da Vivanimal pede-se a quem queira ser sócio o pagamento de 2 euros mensais, que quando sobra das tantas despesas diárias de manutenção para os que podem acolher, serve para esterilizar, porque é o passo mais importante para controlar o aumento da epidemia do abandono.
Temos de valorizar quem ajuda, no anonimato e, quem dá a cara, porque é obrigada. Era o caso da Teresa, presidente dessa associação, que morreu por amor. Não resistiu à inércia alheia e fugiu-nos.
Por sua vez, a MAVAP (visitem por favor www.mavap.com.pt) traz uma lufada de ar fresco ao panorama, porque quer salientar sobretudo o bom que se faz. Diz a Madalena que é obrigatório mostrar o mau, para se ver o outro lado da barricada: o sítio onde estão os que sabem receber o que os outros deitam fora e, que por ignorância, nem sabem o que perdem.
De fonte segura, vos digo, que sei que há sempre tempo para mudar e ir crescendo no conhecimento da nossa nova atitude. Eu não nasci, nem cresci assim e agora este é o sonho que falta realizar: ter um canto onde recolher todos os enjeitados e ser a B.B. de Portugal.
A esta minha alta e, talvez impossível pretensão, oponho o consolo de conhecer muitos mais a pensar da mesma forma e saber que o muito querer vencerá.
Assim, não poderei dizer que não sabia e, que não vos disse.
Obrigada Teresa.
Obrigada Madalena.
Bem hajam;
GU
sábado, 3 de julho de 2010
Ode à minha Mãe
Preciso de falar ...contigo.
Dizer-te o que falta contar.
Trazer de volta o teu saber aconchegar.
Dar-te conta do que se passou e continua a passar.
Sinto vontade da tua aflição em dar o que tinhas e o que imaginava que davas, não tendo.
Cresce dentro de mim a imagem tantas vezes ignorada do teu grande gesto, tão mais ténue quando físico.
Agora que não te ouço, tenho em mim a memória das doces zangas.
Hoje que não te vejo, vislumbro o teu sorriso e quase que o teu choro.
Tenho um bocadinho de ti sempre presente.
Encontro, em todos os momentos, desculpa para te amar.
E quero que saibas que o teu cheiro matinal continua a nascer e a morrer devagarinho todos os dias...
E sei que de onde estás, sentada no trono dos Justos, reconheces que faço o possível por compreender o que devo seguir e aproveitar as leves pisadas que deixaste tão vincadas na areia do meu ser.
Nunca te esqueças de me relembrares a tua história, onde encontrarei sempre refúgio e paz.
Estas são as palavras que sempre te direi:
Dorme bem;
Gusta
Dizer-te o que falta contar.
Trazer de volta o teu saber aconchegar.
Dar-te conta do que se passou e continua a passar.
Sinto vontade da tua aflição em dar o que tinhas e o que imaginava que davas, não tendo.
Cresce dentro de mim a imagem tantas vezes ignorada do teu grande gesto, tão mais ténue quando físico.
Agora que não te ouço, tenho em mim a memória das doces zangas.
Hoje que não te vejo, vislumbro o teu sorriso e quase que o teu choro.
Tenho um bocadinho de ti sempre presente.
Encontro, em todos os momentos, desculpa para te amar.
E quero que saibas que o teu cheiro matinal continua a nascer e a morrer devagarinho todos os dias...
E sei que de onde estás, sentada no trono dos Justos, reconheces que faço o possível por compreender o que devo seguir e aproveitar as leves pisadas que deixaste tão vincadas na areia do meu ser.
Nunca te esqueças de me relembrares a tua história, onde encontrarei sempre refúgio e paz.
Estas são as palavras que sempre te direi:
Dorme bem;
Gusta
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Editor, precisa-se
Hoje tentei armar-me em escritora!
E vai daí a primeira tentativa é definir o meu tipo de escrita: isto há cada tipo...
Se me permitirem, vou misturar um pouco géneros e sub-géneros, para que resulte num género de análise à questão. Ele há: drama real( ou não ), comédia romântica, ensaio, conto, prosa e rima, letras para música, argumentos de cinema, histórias para telenovelas e muitos etc. Há o narrador presente e o ausente, a metáfora, o discurso directo e o outro nem tanto, a epopeia e até o sarcasmo. Não resisto a afirmar que há também quem use um estilo tão especial, tão livre que não dá para ler, ou antes, para interpretar. Perdoa-me Lobo Antunes, mas já tentei por duas vezes, sem conseguir avançar.
Longe de mim, tirar valor a quem o tem, mas se considero que a escrita é uma das maiores forças da natureza, não será aqui e, neste ponto, que me vou dar à fraqueza de me inibir.
Sou mulher para admitir que há ocasiões para tudo. Quem nunca teve vergonha de se sentir bem a ler, ouvir, ver ou a admirar algo inferior, digamos: pimba? Claro que para isso, terá de ser alguém a quem se atribui alguma intelectualidade ou alta escolaridade.
Tenho uma querida amiga, médica de profissão, que odeia ver qualquer programa sobre medicina e, tenho outra, que passa o tempo livre (?) enfiada em enciclopédias do ramo ou a assistir a todos os congressos sobre o assunto. Já para mim é um gosto assistir à "Anatomia de Grey", embora tenha de confessar que desisto, quando por questão de continuidade, já quase não há mais nada que possa acontecer: como, por exemplo, já todos terem dormido uns com os outros, "malgré" serem médicos ou enfermeiros e até doentes. Depois mata-se um ou outro e substitui-se. Desculpem a ousadia, mas estamos mesmo na era do usa e deita fora.
Se há uma coisa que possa caracterizar o meu estilo( sim, porque também sou detentora de um, pois claro), é divagar sem fim. Haverá já definição para este meu problema?
O Rui( o Zink) que me perdoe, mas não me sai da cabeça que, se não fosse apenas ter lido um seu livro, uma única vez e, há bem pouco tempo, o autorizaria a acusar-me de plágio. E, o mais ridículo é que soubesse, de antemão, o que ia conhecer no seu "Apocalipse Nau", não o teria feito, ou seja, lido.
Por isso aqui deixo pedido: Por favor, ajudem-me a definir e já agora:
Arranjem-me um editor.
Tenho escrito(ou dito)
GU
E vai daí a primeira tentativa é definir o meu tipo de escrita: isto há cada tipo...
Se me permitirem, vou misturar um pouco géneros e sub-géneros, para que resulte num género de análise à questão. Ele há: drama real( ou não ), comédia romântica, ensaio, conto, prosa e rima, letras para música, argumentos de cinema, histórias para telenovelas e muitos etc. Há o narrador presente e o ausente, a metáfora, o discurso directo e o outro nem tanto, a epopeia e até o sarcasmo. Não resisto a afirmar que há também quem use um estilo tão especial, tão livre que não dá para ler, ou antes, para interpretar. Perdoa-me Lobo Antunes, mas já tentei por duas vezes, sem conseguir avançar.
Longe de mim, tirar valor a quem o tem, mas se considero que a escrita é uma das maiores forças da natureza, não será aqui e, neste ponto, que me vou dar à fraqueza de me inibir.
Sou mulher para admitir que há ocasiões para tudo. Quem nunca teve vergonha de se sentir bem a ler, ouvir, ver ou a admirar algo inferior, digamos: pimba? Claro que para isso, terá de ser alguém a quem se atribui alguma intelectualidade ou alta escolaridade.
Tenho uma querida amiga, médica de profissão, que odeia ver qualquer programa sobre medicina e, tenho outra, que passa o tempo livre (?) enfiada em enciclopédias do ramo ou a assistir a todos os congressos sobre o assunto. Já para mim é um gosto assistir à "Anatomia de Grey", embora tenha de confessar que desisto, quando por questão de continuidade, já quase não há mais nada que possa acontecer: como, por exemplo, já todos terem dormido uns com os outros, "malgré" serem médicos ou enfermeiros e até doentes. Depois mata-se um ou outro e substitui-se. Desculpem a ousadia, mas estamos mesmo na era do usa e deita fora.
Se há uma coisa que possa caracterizar o meu estilo( sim, porque também sou detentora de um, pois claro), é divagar sem fim. Haverá já definição para este meu problema?
O Rui( o Zink) que me perdoe, mas não me sai da cabeça que, se não fosse apenas ter lido um seu livro, uma única vez e, há bem pouco tempo, o autorizaria a acusar-me de plágio. E, o mais ridículo é que soubesse, de antemão, o que ia conhecer no seu "Apocalipse Nau", não o teria feito, ou seja, lido.
Por isso aqui deixo pedido: Por favor, ajudem-me a definir e já agora:
Arranjem-me um editor.
Tenho escrito(ou dito)
GU
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Não me apetece (pôr título)...
E cá estou de novo, conforme prometido.
Escrever ao Deus Dará...
Garanto a quem me estiver a ler que não é nada fácil a tarefa de escrever sem tema proposto e, ao mesmo tempo, não fugir muito ao tema anteposto.
E por isso, como o meu filhote me deu as boas noites neste momento, vou dedicar-lhe este pedacinho de escrita, porque também, apesar de mais velho, não tem sido tão visado. Talvez o meu primogénito não tenha passado por todas aquelas fases ditas especiais ( há quem lhes chame estúpidas) e não dê tanto para me ajudar nesse tal conflito...
Pois é curioso: há a idade do armário,a puber(i)dade, a 1ª. e a 3ª., a menopausa e andropausa, que para mim será a idade do meio e, que não tem nada a haver com descanso ( pausa ), antes com uma agitação às vezes sem norte ou explicação.
Mas, voltando à fava quente, desculpem à batata, pois as favas só podem ser contadas, passarei a falar do meu morgado ( hoje estou um tanto virada para os sinónimos, não acham?)
Nascido há 25 anos, resolveu por bem, casar e partir...voar do ninho, há quem diga. E logo vos direi o que irei sentir, porque há um misto de sentimentos e sensações do antes. Comentarei o depois, logo que ocorra. Fica quase uma garantia de que vai suceder, porque estou convencida que serei obrigada a plantar o que me estará na alma, nesse arrancar da sua e minha nova vida.
Vamos então, por agora, analisar alguns lugares comuns, em estilo directo:
-Também nós já fizemos o mesmo aos nossos pais.
-É a lei da vida.
-Não se perde um filho, ganha-se uma filha.
-O que é preciso é que sejam felizes...
-E tenham saudinha...
E seria um sem fim de leviandades rotineiras que, assim expostas, até têm uma certa graça.Eis a análise possível.
Em jeito de desabafo final, posso dizer que esta fase em que se tem um filho prestes a casar, nos torna mais velhos aos olhos dos outros ( aos meus, já estou há alguns anos atrás ). Embora, considere que o facto de se ser mãe jovem, ajuda a sermos mais cedo cotas, passo a expressão, porque não me assenta muito bem. Digo eu!(como diz a minha amiga Mimi).
E vem ai a probabilidade de ser avó. Mas, se por um lado, para quem nos conhece isso nos envelhece, pode ser que, para alguém anónimo e um pouco mais distraído, os confunda com uma mamã mais tardia...
Não quero, com isto, que pensem desagradar-me a ideia: a de ser avó. E quanto mais cedo melhor, para que possa ter hipótese de um ou outro piropo rejuvenescedor( ler últimas palavras do parágrafo anterior) e, mais que tudo, provar a alegria do renascer do sentimento de protecção, se me deixarem, pois não serei, seguramente, a actriz principal. Mas tudo farei, para sacar o Óscar do papel secundário .
Mas, deixemos essas e outras dissertações, para a próxima, se conseguir não me desviar do tema.
E já agora, vou pensar que terei a vossa ajuda. Seja ela qual for.
Até o próximo episódio.
Beijinhos da vossa;
GU
Escrever ao Deus Dará...
Garanto a quem me estiver a ler que não é nada fácil a tarefa de escrever sem tema proposto e, ao mesmo tempo, não fugir muito ao tema anteposto.
E por isso, como o meu filhote me deu as boas noites neste momento, vou dedicar-lhe este pedacinho de escrita, porque também, apesar de mais velho, não tem sido tão visado. Talvez o meu primogénito não tenha passado por todas aquelas fases ditas especiais ( há quem lhes chame estúpidas) e não dê tanto para me ajudar nesse tal conflito...
Pois é curioso: há a idade do armário,a puber(i)dade, a 1ª. e a 3ª., a menopausa e andropausa, que para mim será a idade do meio e, que não tem nada a haver com descanso ( pausa ), antes com uma agitação às vezes sem norte ou explicação.
Mas, voltando à fava quente, desculpem à batata, pois as favas só podem ser contadas, passarei a falar do meu morgado ( hoje estou um tanto virada para os sinónimos, não acham?)
Nascido há 25 anos, resolveu por bem, casar e partir...voar do ninho, há quem diga. E logo vos direi o que irei sentir, porque há um misto de sentimentos e sensações do antes. Comentarei o depois, logo que ocorra. Fica quase uma garantia de que vai suceder, porque estou convencida que serei obrigada a plantar o que me estará na alma, nesse arrancar da sua e minha nova vida.
Vamos então, por agora, analisar alguns lugares comuns, em estilo directo:
-Também nós já fizemos o mesmo aos nossos pais.
-É a lei da vida.
-Não se perde um filho, ganha-se uma filha.
-O que é preciso é que sejam felizes...
-E tenham saudinha...
E seria um sem fim de leviandades rotineiras que, assim expostas, até têm uma certa graça.Eis a análise possível.
Em jeito de desabafo final, posso dizer que esta fase em que se tem um filho prestes a casar, nos torna mais velhos aos olhos dos outros ( aos meus, já estou há alguns anos atrás ). Embora, considere que o facto de se ser mãe jovem, ajuda a sermos mais cedo cotas, passo a expressão, porque não me assenta muito bem. Digo eu!(como diz a minha amiga Mimi).
E vem ai a probabilidade de ser avó. Mas, se por um lado, para quem nos conhece isso nos envelhece, pode ser que, para alguém anónimo e um pouco mais distraído, os confunda com uma mamã mais tardia...
Não quero, com isto, que pensem desagradar-me a ideia: a de ser avó. E quanto mais cedo melhor, para que possa ter hipótese de um ou outro piropo rejuvenescedor( ler últimas palavras do parágrafo anterior) e, mais que tudo, provar a alegria do renascer do sentimento de protecção, se me deixarem, pois não serei, seguramente, a actriz principal. Mas tudo farei, para sacar o Óscar do papel secundário .
Mas, deixemos essas e outras dissertações, para a próxima, se conseguir não me desviar do tema.
E já agora, vou pensar que terei a vossa ajuda. Seja ela qual for.
Até o próximo episódio.
Beijinhos da vossa;
GU
sábado, 15 de maio de 2010
Recomeçar é preci(o)so !
Eu sei que já passaram 3 meses!! E, contra o costume, até me pareceu que já tinha passado mais...
E se não fossem hoje alguns ( até parece que tenho muitos! ) dos meus pacientes seguidores, gentilmente, me pedirem para continuar, o mais certo seria passar muito mais tempo...
E razões para servirem de desculpa (esfarrapadas, talvez), não faltariam. Ora é a mais antiga de todas: falta de tempo, ora seria a mais lógica: falta de inspiração ( cadê as ninfas de Camões?), ou, por último, mas não menos verdade: misto de sentimentos.
Pois é, meus caros, tenho andado a pensar que preciso de um blog mais generalista ( olha a novidade, não é? ) ou então algum cantinho onde escrever tudo o que me apetecer, sem ferir e sem interferir. Passo a explicar: ferir outros; interferir no que realmente quero dizer.
E assim já não é a única vez que me vem à ideia de escrever anonimamente, para dar largas a tudo que me vai na alma, mas também não me satisfaz, porque me "cheira" a cobardia. E se há característica humana que me repugna, essa será uma com direito a pódio.
Sei que há sempre a opção de não auto-biografar. Escrever como se não existisse o eu da narradora. Peço então que façam o favor de guardar uma das medalhas ( ver parágrafo anterior ) para a dona hipocrisia que, para mim, ganha pontos à mentira subjacente à mesma(à hipocrisia).
Oh dilema dos dilemas! Que fazer a partir de agora em relação a este pequeno, mas já tão importante espaço( para mim ) ?
Como a experiência me foi ensinando que às vezes é necessário dar a volta contrariando, lembrei que se calhar o melhor será "forçar" e ver no que dá...
Assim sendo, tentarei escrever-(me/vos) o mais possível e ver no que vai dar...
Não precisarei dizer que seria deveras precioso ter a v/ opinião.
A vossa humilde e imensamente confusa;
Gu
E se não fossem hoje alguns ( até parece que tenho muitos! ) dos meus pacientes seguidores, gentilmente, me pedirem para continuar, o mais certo seria passar muito mais tempo...
E razões para servirem de desculpa (esfarrapadas, talvez), não faltariam. Ora é a mais antiga de todas: falta de tempo, ora seria a mais lógica: falta de inspiração ( cadê as ninfas de Camões?), ou, por último, mas não menos verdade: misto de sentimentos.
Pois é, meus caros, tenho andado a pensar que preciso de um blog mais generalista ( olha a novidade, não é? ) ou então algum cantinho onde escrever tudo o que me apetecer, sem ferir e sem interferir. Passo a explicar: ferir outros; interferir no que realmente quero dizer.
E assim já não é a única vez que me vem à ideia de escrever anonimamente, para dar largas a tudo que me vai na alma, mas também não me satisfaz, porque me "cheira" a cobardia. E se há característica humana que me repugna, essa será uma com direito a pódio.
Sei que há sempre a opção de não auto-biografar. Escrever como se não existisse o eu da narradora. Peço então que façam o favor de guardar uma das medalhas ( ver parágrafo anterior ) para a dona hipocrisia que, para mim, ganha pontos à mentira subjacente à mesma(à hipocrisia).
Oh dilema dos dilemas! Que fazer a partir de agora em relação a este pequeno, mas já tão importante espaço( para mim ) ?
Como a experiência me foi ensinando que às vezes é necessário dar a volta contrariando, lembrei que se calhar o melhor será "forçar" e ver no que dá...
Assim sendo, tentarei escrever-(me/vos) o mais possível e ver no que vai dar...
Não precisarei dizer que seria deveras precioso ter a v/ opinião.
A vossa humilde e imensamente confusa;
Gu
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